De uns dias para cá, venho pensando mais nos problemas sociais que vivenciamos na nossa querida cidade Irecê e com tantos: dengue, invasão de propriedades, a escassez do líquido precioso e outros, destaco um que tem me inquietado, principalmente, depois que consegui meu ingresso no mercado de trabalho tornando-me profissional da educação em Irecê, licenciatura em Física, e com isso conseguir, após uma longa jornada de um ano de trabalho em cima de uma magrela (bicicleta), comprar a minha tão sonhada motoca, que é hoje meu meio de transporte que tem sofrido um tanto com a exagerada quantidade de quebra-molas na nossa cidade.
Pois bem, o tal problema é o “quebra-mola”. Já vi comentários maldosos que isso fora uma herança do ilustre ex-prefeito da nossa cidade Luís Sobral, sei lá se foi ou não, o fato é que os “bichinhos” parecem vírus encravados nas cabeças dos cidadãos ireceences, claro, com exceções, pois o mesmo parece um enfeite de rua, um bibelô, um patuá.
Sei que posso, talvez, está falando “bestage”, como diriam os nossos “mais velhos”, mas, para mim que passei 4 anos da minha vida dedicados a uma universidade e vivendo em cidade grande, sul da Bahia, Itabuna, Ilhéus, tomei uma certa noção de organização de cidades, pelo menos uma mínima, o que me servia pelo menos para localizar-me e percebi que nas cidades normais que visitei, o quebra-mola, que é chamado até por um nome bonito, “redutor de velocidade”, é usado apenas em locais estratégicos, locais em que o plano piloto da cidade ainda não chegou e por isso é pedido o uso de redutores contra os “cabra” bom de pé e os “motoqueiros bons de mão”, ou mau, interprete como desejar querido leitor.
Mas aqui, na minha querida Irecê, vou chamar agora pelo nome bonito, o redutor de velocidade é uma medida um tanto absurda, para não dizer ignorante, de conter os apressados. Assim como há sapatos de todos os tipos e para todos os gostos, da mesma maneira que há roupa para todos os aguçados sentidos e olhares, há também na nossa cidade, redutores para todos os gostos, motos, carros, caminhões, pequenos, grandes, exagerados. O que citei para caminhões, carros comuns, sendo este, o meio de transporte de pobre, não se atreve a passar com mais de 4 pessoas no seu interior, senão alguma parte do carro fica no redutor. Não há sequer, um redutor regular em Irecê, mas irregulares...
Leitores, estou falando do planejamento de uma cidade que comporta uma microrregião com mais de 18 cidades adjacentes, sem falar do número de povoados à nossa vizinhança, temos que nos organizar! Conheço partes na nossa cidade, que numa única via, de 40 em 40 metros você encontra um redutor, talvez seja para o condutor economizar marcha, ou sacanear mesmo o condutor que passa nessa via.
Da minha humilde residência até um dos locais onde trabalho tenho que passar inevitavelmente por 6 redutores, e moro a pouco mais de 2 quilômetros dos mesmos, só para constar, nesse mesmo percurso não há sequer sinal de civilização, no que se toca à sinalização por semáforos. Sei que há muita irresponsabilidade por parte dos condutores que temos na nossa cidade, seja motociclista ou motorista, mas, tenhamos bom senso, chega a ser engraçado a quantidade exagerada desse mecanismo.
Tive a oportunidade de conhecer dois profissionais da área de cinema, vindos do estado do Rio Grande do Sul a Irecê a convite do nosso querido cineasta Sandoval, e com um desses, pude estar mostrando como dirigir na nossa cidade, pois a mesma apresenta surpresas no trânsito, visto que ele, o tempo inteiro me afirmava que IRECÊ É O PARAÍSO DOS QUEBRA-MOLAS, pensei o que dizer e fui obrigado a fazer piada da situação pois estava diante da nua e crua verdade. Senhores leitores, esse foi apenas um caso específico, fiquei imaginando a quantidade de pessoas que chegam à nossa cidade de outros centros e fazem chacota e piadas de mal dizer da nossa querida Irecê, e com razão, da quantidade de redutores que temos aqui. Não quero com esse artigo alfinetar ninguém, apenas quero desabafar, pois isso tem me chateado, tem me inquietado, pois não vejo ninguém e nenhuma autoridade buscar soluções para o trânsito em Irecê ou o que foi feito até agora não foi suficiente para a dimensão do problema ou as autoridades não têm conhecimento como as cidades organizadas tratam o trânsito, evitando uso excessivo desses redutores, usados de forma indevida, ou talvez sem plano gestor, orientado por pessoas com formação na área e bom senso.
Os sinais, hã?! não funcionam da forma como deveriam e as faixas, cadê mesmo?? Já não existem mais no tão sujo asfalto do centro da cidade, deve-se mencionar também que nas cidades normais, quando vem a chuva, lava-se a cidade, em geral. Pela precária falta de planejamento observamos aos borbotões, lama e mais lama inundar Irecê, fazendo ainda mais o que uma boa parte da população também faz ao jogar papel no chão, sacolas, garrafas, papelões, papel de bala, sendo esse último o vilão, o mais comum. Enquanto motociclista já vi, não uma, nem duas, mas várias vezes motoristas, exercendo seu papel de “porco”, jogando papel pela janela do carro.
PELO AMOR DE DEUS ALGUÉM COLOQUE COLÍRIO NOS OLHOS DOS NOSSOS GOVERNANTES!
Amo minha cidade e quero vê-la bonita, por isso que venho a essa tribuna para pedir, não exigir, que você, meu leitor querido, leve à frente a ideia de uma cidade bonita, limpa, organizada. Conscientize seu filho, o vizinho, sua família que, cada um fazendo sua parte o todo se complementa e, pelo amor de Deus, pense um pouco mais ou pergunte se absolutamente é necessária a construção de redutor em sua rua. Pare com essa ideia “ignorante” que redutores de velocidade resolvem o problema da irresponsabilidade de condutores no nosso meio. Um trânsito organizado só se consegue a partir de uma estruturação, de educação no trânsito de um plano piloto de desenvolvimento eficaz e funcional.

(texto produzido quando ainda possuía moto. Atualmente estou com um carro, que por sinal TAMBÉM SOFRE!)
é verdade...
ResponderExcluiraqui é quebra-molas (redutor de velocidade ou o que seja) pra tudo quanto é lado...
os piores sao aqueles curtinhos, se não tomar cuidado capaz de ficar uma parte do carro...
aqui em minha rua , biz é motivo de riso. Porque niguém (de biz, ou carro lotado) passa pelo qubra-mola da rua, sem dar uma pancada na parte inferior do veiculo...